sexta-feira, 17 de outubro de 2008

ABSOLUTamente de tirar o fôlego...

A festa surpresa dia 06 de setembro, uma semana antes do meu aniversário.

Tentei falar um pouco, mas ficou difícil até respirar...
Fiquei buscando uma forma de expressar minha emoção e agradecer.
Difícil colocar em palavras.

Realmente uma grande surpresa.
Boa energia. Carinho entre amigos. Organização. Detalhes. Lindos sorrisos. Fotos. Lágrimas de alegria.
Poucas palavras, muita emoção, felicidade.
Sensação de ter seguido um caminho certo na vida. Certeza de ter grandes amigos. Gratidão.

Agradeço pela comissão organizadora, da Festa Surpresa da Barbie (pois é, me chamam de Barbie...), fazer parte da minha vida.
São Verdadeiros Personagens. Presentes, inteiros, intensos.
Foram responsáveis por deixar meu aniversário com uma grande energia.
Amanheci no dia do meu aniversário feliz.
Fazendo um balanço do que passou e do que veio nessa versão 3.5, acabo de repassar alguns capítulos que vivi.
E começo a rir sozinha (quer dizer, com a Jade). Tanta gente especial.

Agora eu fecho os olhos e o que aparece? A lembrança da surpresa, toda a sensação mágica e gostosa que senti na hora, está aqui comigo de novo. Com certeza: eternizada.
Barbie teve um novo kit: o kit festa de aniversário surpresa. O kit vem com amigos queridos, que planejaram uma festa linda, amigos que se uniram (alguns sem se conhecer), amigos que estavam em SP e participaram mesmo assim e foram presentes.
O kit tem a Barbie emocionada, feliz, agradecida pelo passado e presente vividos com esses amigos. Barbie confiante no futuro.
Agora eu abro os olhos e o que aparece? Mais algumas lágrimas de alegria...

Agradeço a cada um, que no meu mundo, tem seu apelido, as formas de falar e cenários únicos que vivem comigo e, também cenários que vivemos em grupo.
E muitos que ainda vamos viver.

Foi uma comemoração ABSOLUTa (e não foi porque tinham 10 garrafas de absolut para poucas pessoas)!

E, como dizia Clarice Lispector: "O que importa na vida é estar junto de quem se gosta".

Seleciono uma primeira faixa para o kit Barbie tem uma festa surpresa...
Simplesmente para dizer que A-D-O-R-O meus amigos do jeito que são, sem mudar nadinha, nadinha!

É Tão Lindo
A Turma Do Balão Mágico
...
Mas se é amigo
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo...
...
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
É tão bom se gostar
E eu adoro!
É claro!
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo...

São os sonhos verdadeiros
Quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme...

É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!...
...
-É legal ter um amigo, né?
-É maravilhoso

Quando as coisas vão bem

Quando as coisas vão bem, eu tenho uma festa surpresa de aniversário emocionante, de tirar o fôlego.
Quando as coisas vão bem, eu tenho outra comemoração de aniversário com um amigo querido da faculdade que eu não via há anos, onde aparece uma amiga da época do colégio que eu também não via há anos. Ah, e onde eu viro garçonete cantora :o)
Quando as coisas vão bem, eu tenho outra comemoração especial com a Família Mussel Buscapé e meus afilhados. Amo muito tudo isso.
Quando as coisas vão bem, eu recebo flores (35 rosas lindas) de quem está distante.
Quando as coisas vão bem, eu espero por outra comemoração que não acontece e eu aceito isso.
Quando as coisas vão bem, uma amiga me liga de Londres para dizer que foi assistir uma missa, que foi a minha cara, com um lindo coral de crianças, para celebrar meu aniversário e nos emocionamos.
Quando as coisas vão bem, amigos das antigas reaparecem, de repente.
Quando as coisas vão bem, meus pais tomam conta da Jade para eu viajar a trabalho tranquila.
Quando as coisas vão bem, a Juliana cuida do meu Reino para ele ficar bem confortável na minha volta.
Quando as coisas vão bem, eu trabalho na carreira que sou apaixonada.
Quando as coisas vão bem, eu trabalho com quem respeito, acredito e admiro.
Quando as coisas vão bem, eu trabalho na empresa que tem o logo mais bem bolado do mundo (escrito só com o U em vários ângulos) e cuja tecnologia eu acredito.
Quando as coisas vão bem, sou Java Woman: Anywhere, Anytime...
Quando as coisas vão bem, vejo minha equipe crescendo e amadurecendo.
Quando as coisas vão bem, vou dar aula em uma turma animada, divertida, que compartilha muitas coisas.
Quando as coisas vão bem, eu leio os livros e vejo os filmes que quero.
Quando as coisas vão bem, eu ouço as mesmas músicas: mil vezes!!!
Quando as coisas vão bem, eu assisto o filme Mamma Mia, lembro de quando assisti ao musical em Londres, lembro de outras coisas e vejo que para estas últimas, é melhor fazer a linha ABBA (I don't wanna talk :o) e sair dançando do cinema.
Quando as coisas vão bem, eu tenho um rádio no carro que conecta o iPod direto e abandono o FM Transmitter (finally!)
Quando as coisas vão bem, aquela amiga que após o término da faculdade foi morar em outro país, volta a morar no Brasil e manda um e-mail querendo encontrar logo.
Quando as coisas vão bem, tem chamego de roupão com a Jade depois do banho de manhã.
Quando as coisas vão bem, a Roommate do evento de trabalho vira amiga demais e cria o termo 'ser desnecessário'.
Quando as coisas vão bem, pouco contato de 8 anos atrás, vira uma amizade especial agora.
Quando as coisas vão bem, eu moro num ponto do mundo: o meu perímetro :)
Quando as coisas vão bem, eu continuo Triple L (Linda, Leve e Loura), as vezes Quadri L (Louca) e sempre com outro L (Livre).
Quando as coisas vão bem, eu me desapego de muita coisa (exercício difícil, confesso).
Quando as coisas vão bem, eu tenho fone bluetooth para falar no celular (ok, não é um iPhone nem um N95 ainda...).
Quando as coisas vão bem, eu não entendo ou não quero entender o que aconteceu, mas tento ser flex-ível.
Quando as coisas vão bem, eu consigo ingresso para ir no próximo show da Madonna no Rio.
Quando as coisas vão bem, o patrocinador de um projeto vira um grande amigo, muito presente, 4 anos depois.
Quando as coisas vão bem, eu vou na exposição da Clarice no último dia.
Quando as coisas vão bem, eu tenho uma bolsa linda que nem devia passar no Raio-X no aeroporto (quem fala isso é próprio pessoal do aeroporto).
Quando as coisas vão bem, eu vou fazer um trabalho voluntário em um orfanato achando que eu ia me doar um pouco e eu recebo tanta coisa...
Quando as coisas vão bem, meu cabelo cresce.
Quando as coisas vão bem, algumas roupas não servem mais, mas eu não ligo.
Quando as coisas vão bem, o arquiteto me faz descobrir que eu tenho (quer dizer, tinha, pois eu já doei alguns) 75 pares de sapatos.
Quando as coisas vão bem, eu tenho tantas lembranças boas da minha infância e adolescência.
Quando as coisas vão bem, eu desfilo pela 1a. vez no Carnaval.
Quando as coisas vão bem, eu tenho bolo quentinho para comer.
Quando as coisas vão bem, eu chego a ter 8 garrafas de absolut em casa.
Quando as coisas vão bem, estou com a casa cheia de toblerones.
Quando as coisas vão bem, eu sei que tenho a cachorrinha mais doce do mundo.
Quando as coisas vão bem, vejo que sou simples e verdadeira. Será que é por isso que tenho tantos amigos especiais? Diz um amigo que sim.
Quando as coisas vão bem, eu viajo de trem de Washington para New York sozinha ouvindo iPod e a opção shuffle ajuda demais.
Quando as coisas vão bem, eu digo: "E aí? Que hisxxxtória é essa?! Já é!" e lembro de um amigo muito Figura.
Quando as coisas vão bem, eu continuo sendo elegante.
Quando as coisas vão bem, eu tenho tanta coisa que não tem preço (e para as outras coisas eu tenho Mastercard).
Quando as coisas vão bem, o Reino ainda precisa de reforma, mas para isso ainda tenho tempo.
Quando as coisas vão bem, estou acosxxxxtumada com tudo isso.
Quando as coisas vão bem, eu choro escrevendo isso, mas não é nada, as coisas vão bem.
Quando as coisas vão bem, estou certa de que essa lista é muito grande. Relíquias do tempo que o sentimento guardou :)
Quando as coisas vão bem, eu tenho certeza que a minha vida daria um seriado.
Quando as coisas vão bem, a ficha cai, o insight aparece.
Quando as coisas vão bem, os sabotadores internos tentam mudar tudo, mas com observação constante eu não deixo.
Quando as coisas vão bem, eu percebo e agradeço por tudo que sou e tenho, por tudo que conquistei e construi na vida.
Quando as coisas vão bem, como disse um amigo, a versão 3.5 é lançada mais completa, versátil, com uma embalagem belíssima e conteúdo maravilhoso.
Como faz bem essa tal maturidade...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Amor, Meu Grande Amor

Me Reconheça...

Barão Vermelho
Amor, Meu Grande Amor

Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos, na minha cara lavada
Me sinta sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente

Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça

Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Status de Projeto em 3 fases

1a. fase: OBA, OBA, OBA
2a. fase: EPA, EPA, EPA
3a. fase: AI, AI, AI

Doidas e Santas

Doidas e Santas
Martha Medeiros

"Estou no começo do meu desespero/e só vejo dois caminhos:/ou viro doida ou santa". São versos de Adélia Prado, retirados do poema A Serenata. Narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo o ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra: "De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?".

Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?

Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???

Nem ela, caríssimos, nem ela.

Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.

Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.

Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.

Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.

Um novo amor para esquecer

Um novo amor para esquecer
Martha Medeiros

"Alguns leitores pensam, equivocadamente, que tenho formação psicanalítica. Não me importo, ao contrário, me sinto lisonjeada, sinal de que confiam nos meus palpites de leiga. Por causa dessa confusão de papéis, de vez em quando alguém me escreve contando suas dores de amor e termina fazendo uma perguntinha prosaica: "Como é que eu esqueço o desgraçado?" Se eu tivesse o topete de me meter, diria que o primeiro passo é desejar esquecer mesmo, coisa que quase ninguém quer. Pô, depois de tantas ilusões e tantos bons momentos vividos, esquecer tudo seria como cair no vazio. Melhor ficar por um tempo com a companhia da dor, que ao menos preenche a vaga que foi aberta. Porém, mais dia, menos dia, todos se fartam de sofrer, e aí só tem um remédio: investir num novo amor. É o que eu respondo pra encurtar a conversa e não ser preocessada por charlatanismo, já que essa minha dica é um clichê de domínio popular.

De fato, um novo amor, sendo amor mesmo, é o que funciona para quem quer partir para outra. O probleminha está nesse "sendo amor mesmo", já que raramente é. Às vezes, a gente sabe desde o início que o tal novo amor é apenas um passatempo, um elixir contra a solidão. Se você for do tipo que não olha pra trás, que leva tudo numa boa, que tem como esporte preferido fazer a fila andar (seja com quem for), boa sorte, está salvo. Mas se isso for apenas uma fachada e no fundo você for hipersensível, esse novo amor pode ter um efeito contrário: confirmar a força do amor anterior.

Até parece fácil. Um amor se vai e a gente grita da janela: próximo! Só que esse próximo vai te beijar de uma maneira diferente, vai ter um papo diferente, vai ter hábitos diferentes. Animador? Sei não. Isso tudo pode apenas te entorpecer em vez de te curar. Se a relação que terminou tiver sido muito forte e séria, essa troca de bastão instantânea pode gerar uma saudade absurda daquele que se foi. Vale a pena correr o risco?

Tudo é risco na vida, mas, nesses momentos, prefiro ficar na minha. Claro que não coloco um cinto de castidade e me fecho para o mundo - se por um acaso surgir alguém que me desperte a imaginação e os hormônios, quem sabe? Mas não procuro nada. Não ligo o radar. Não saio pra noite. Não fico na fissura por uma substituição imediata. Aproveito a entressafra para matar saudade de mim mesma, já que em toda relação a gente esquece um pouco de si, se doa, contemporiza, regateia, em alguns casos até inventa um personagem. Sozinha, eu não preciso fazer concessões nem imposições - não é preciso negociar. Vou perder uma oportunidade rara dessas?

Norman Mailer certa vez escreveu: "As pessoas procuram o amor como solução para todos os seus problemas, quando na verdade o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas." É isso aí. Primeiro aprenda a administrar seus conflitos e tristezas, aceite suas oscilações de humor, busque a serenidade, fortaleça sua auto-estima e ampare-se em si próprio, sem se valer de bengalas emocionais. Aí sim, feito o dever de casa, seu prêmio estará a caminho."

Eu também me rendo?

Eu me rendo
Danuza Leão


Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa acreditar, ainda por cima, se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras: que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante. É muito simples: não podemos.
Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixe com ervas no forno, com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.

Ah, quanta mentira!
Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões.
Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade.
Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 anti-oxidantes, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver .
Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.

Parabéns para quem consegue fingir tudo isso....

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Oração da Serenidade do Gerente de Projetos

Senhor conceda-me a serenidade para priorizar as coisas que eu não posso delegar.
A coragem para dizer não quando necessário.
E a sabedoria para saber a hora de ir para casa.